quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Chamados a iluminar

(Estátua alusiva à caridade, inspirada na I Corintios de Paulo.
Grand Lodge of Pennsylvania in Philadelphia. USA)


Em algum momento das nossas vidas fomos chamados por Deus. De múltiplas formas, desde a tradição de uma educação familiar, até à revelação súbita, como Paulo na estrada de Damasco. Não importa forma, o que importa é que ouvimos o chamamento do Pai. Podemos responder-lhe ou não. Isso fica a nosso critério, porque no Seu Amor, Deus nos dá essa liberdade.


Mas até respondemos afirmativamente ao chamamento de Deus e desejamos O descobrir, tornamo-nos seus amigos, que a Sua Palavra seja um modelo pelo qual pautamos as nossas vidas. E respondermos afirmativamente a Deus, pelo chamamento em Jesus Cristo, é o assumir de um compromisso.


Não podemos ser cristãos para ficarmos escondidos.


"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada num monte, nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumiar todos os que se encontram em casa.


"Assim, brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus, 5 14-16).


Todavia mostrarmo-nos aos homens requer humildade, para não cairmos no pecado do orgulho dos fariseus nas primeiras filas do templo, batendo com a mão no peito.


A melhor oração que podemos fazer é cumprir a Vontade de Deus, em cada momento das nossas vidas, do nosso dia-a-dia. E essa vontade é a de Amar a Deus acima de tudo. E amar a Deus é também darmos-Lhe graças por tudo de bom que Ele nos dá em cada dia. Seja uma luz especial na manhã, um pássaro que se cruza no nosso caminho e nos desperta para a beleza, seja uma vitória em nossas vidas, em especial as vitórias espirituais, seja um sentirmo-nos amados pelos outros. Enfim, tantas coisas pelas quais podemos agradecer a Deus nos permitir reparar nelas.


E outra das vontades de Deus é a de amarmos os outros. Termos um olhar de misericórdia e sermos suaves a jugá-los. Nos interessarmos verdadeiramente pelas pessoas que estão nas nossas vidas, sem procurar tirar qualquer vantagem delas.


E é com Deus em nossas vidas, nesse jeito, pelo nosso exemplo, que nos tornamos a luz do mundo e nos mostramos aos homens, não para que eles nos glorifiquem, mas para que entendam que aquilo que fazemos o devemos ao Pai e O glorifiquem porque permite tais coisas boas.

1 comentário:

Anónimo disse...

Às vezes, a luz pequenina de uns, ilumina-nos. Faz-nos crescer...