
Rembrant, 1606-1669. O Regresso do Filho Pródigo - 1669
Quase no final do Livro de Josué, ele escreve este diálogo com o Povo de Israel, recomendando fidelidade a Deus.
Ele fala do castigo de Deus se, depois de O aceitarmos na nossa vida, escolhemos abandoná-l'O. Parece ser uma contradição à ideia de um Deus misericordioso, disposto a perdoar os nossos pecados. Mas não é.
É um facto que não somos perfeitos e muitas vezes caímos e entramos por maus caminhos. Faz parte da fraqueza da natureza humana. Muitas vezes fazemos actos de pecado por influência do demónio e são actos de momento, quase sem pensar: é aquele momento que dizemos uma pequena mentira porque temos medo, em que negamos a aceitar a verdade sobre nós mesmos, em que damos largas à bisbilhotice e escárnio sobre os outros, em que aproveitamos a distracção do outro para levarmos a nossa avante à sua custa, à custa do seu prejuízo. Mas esses são os pecados em que - dando-nos conta de que errámos, nos arrependemos sinceramente, procuramos reparar o mal feito, assumindo as consequências dos nossos actos mal-pensados e procurando não os repetir - Deus nos dá a benção da misericórdia do Seu perdão.
Devido a tantas coisas que o demónio põe nos nossos caminhos, podemos afastarmo-nos de Deus, mas no entanto, no mais profundo da nossa alma deixamos Ele estar presente. Até isso Deus nos perdoa, quando decidimos voltar, como na parábola do filho pródigo (Lucas 15. 11-32).
Mas já muito diferente, é trairmos a Deus, conscientemente abandonarmos os Seus caminhos, deixar de O amar, escolher outros 'deuses' a quem voltamos a nossa atenção. É pormos Deus de lado, como se ele não existisse mais. É negá-l'O. Não só nas palavras, mas no nossos actos e, sobretudo e ligado às palavras e aos actos, no nosso espírito.
É quando nos rendemos ao mundo: é a 'loucura' pelo futebol ou qualquer outra actividade mundana, o centrarmos no dinheiro e no seu ganho todos os objectivos da nossa vida, deixando de tomar qualquer limite ético para o obtermos. Ou tornarmos o sexo a única razão da nossa vida e das nossas relações, sem nos importarmos com os sentimentos. E blasfemar e maldizermos a Ele. Aí, se lhe voltamos as costas e O desprezamos, porque havemos de esperar continuar a receber as Suas bençãos?

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