
(Johannes Vermeer - Cristo em casa de Marta e Maria. 1654/55)
Enquanto Cristo e os discípulos, estão em casa de Marta e Maria, irmãs de Lázaro, Marta está ocupada com os afazeres da casa; escolhera assumir a tarefa de bem receber fisicamente a Jesus e os discípulos. Mas, no seu íntimo, embora animada no início de boa-vontade, ela vai deixando a revolta tomar conta dela. É uma tentação que está sofrendo. E que deixa crescer. Na realidade, ela está a perder a alegria do que está fazendo. Olha para a sua irmã e sente-se injustiçada. Reclama e Jesus, de certo modo, repreende-a. Porque Marta, ao concentrar-se, preocupar-se demasiado com as coisas acessórias, está perdendo a melhor parte: tanto perde a oportunidade de ouvir a prestar atenção na Palavra da Vida, como perde a alegria de fazer as tarefas com gratidão e generosidade.
Encararmos o nosso trabalho com generosidade e com alegria é também uma forma de orarmos, de mostrar que estamos gratos a Deus por ter esse trabalho, por muito humilde que seja. Estarmos gratos por Ele nos permitir ter um sustento e, também por, através dele, podermos ter a oportunidade de sermos exemplos vivos da Mensagem de Cristo.
Aceitar o trabalho é aceitar a Deus e o que Ele nos dá. Porque se esse trabalho está nas nossas mãos, é porque é essa a Sua Vontade e é ali que devemos dar o testemunho. Mas também precisamos de entender a revelação de que em que sentido Deus quer que dêemos esse testemunho.
No entanto, aceitarmos com humildade e alegria o trabalho que temos, não significa estagnarmos e não tentarmos progredir. Não. Significa, isso sim, é entregarmo-nos devotadamente à nossa tarefa, mas sem descartar a procura de melhores condições de vida e de sustento. Mas que essa procura seja na benção de Deus, sem prejudicar ninguém. Sem atropelos, sem prejudicar os outros, criando-lhes ciladas, usando ardilosidades, por isso é alegrar o inimigo de Deus.
Paz e tranquilidade de Deus em vossos corações

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