terça-feira, 3 de junho de 2008

Diversos mas unidos


Cada irmão na Fé é chamado a desempenhar um papel, um testemunho. Há os que curam, há os que têm do dom da palavra, há os que, simplesmente oram no silêncio. Enfim, a cada um a sua tarefa. São manifestações dos dons espirituais, de que fala o apóstolo Paulo em I Coríntios, 12. Por isso, cada um tem a sua tarefa e nenhuma é mais ou menos importante do que as outras. Porque os dons são diferentes, mas o Espírito é o mesmo. (I Cor. 12. 4). A Deus nada é impossível e Ele realiza maravilhas e usam os que têmo o seu coração próximo d'Ele como o Seu instrumento.

Por isso, cada dom espiritual, mas também cada tarefa humana, que não contrarie o Espirito do Senhor, deve ser aceite e aceite de bom grado, porque Ele está sempre ao nosso lado. 'Quando virdes a multidão comprimir-se em torno deles [os falsos deuses], dizei nos vossos corações "É somente a Vós, Senhor, que devemos adorar". Porque o meu anjo está convosco e ele velará pelas vossas vidas' (Baruc 6. 5-6).

Nesta diversidade de tarefas e de dons, por detrás é o mesmo Senhor, o mesmo Deus que opera, nomeadamente através das promessas feitas por Seu filho, Jesus e da nossa Fé nelas e amor pelos seus ensinamentos.
'É Ele que dá a todos a força para agirem. Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum' (I Cor. 12 6-7). Na realidade, se cada um é abençoado com um dom, o deve usar, não para seu próprio benefício, mas para benefício de todos. A partilha, do mesmo modo que Jesus partilhou o pão e o vinho na Última Ceia e disse: 'Façam isto em memória de mim' (Luc. 22. 19).

Lembremos ainda o que o próprio Jesus falou àcerca dos rendimentos dos dons, comparando-os à moeda de ouro que um homem antes de partir, entregou a cada um dos seus dez empregados e mandou fazer negócio com esse dinheiro até ele voltar. Passado um tempo, no regressso, ele pediu contas aos seus empregados e cada um foi dando conforme a sua habilidade e empenho: o mais diligente, de uma, entregou de volta dez moedas de ouro. O seguinte, entregou cinco, mas o terceiro, entregou apenas a mesma moeda que recebera, porque, por medo do rigor do senhor, apenas a guardara e não investira. O senhor o castigou, tirando-lhe a moeda e entregando ao que tinha dez, dizendo que ao que tem dá-lhe mais e ao que não tem, até o pouco se lhe tira. (Luc 19. 11-26).
Assim, temos a responsabilidade de fazer crescer estes dons, de os repartir, sem olhar o que damos, sem esperar nada de volta, dar em espírito de gratidão, porque grande e misericordiosa é a recompensa do Senhor a quem cuida do seu trabalho, tão grande e tão segura que nem precisamos de nos preocuparmos com ela.

'Mas é um só e o mesmo Espírito e que distribuí os dons a cada um, conforme lhe parece' (I Cor. 12. 11). Ou seja, estas 'moedas ' que nos são dadas para investirmos, vêm de uma mesma fonte e apenas o Espírito de Deus é que decide quem recebe moedas de ouro, de prata, ou de cobre, mas todos com a obrigação de as investirmos, com espírito de gratidão e sem inveja pelas moedas que os outos tenham recebido, até que sejamos chamados a prestar contas.

Mas por muitos e bons dons que tenhamos, há um maior que todos, e que a todos nos toca: o Amor. Porque todos os dons não são nada, se não forem partilhados com Amor e Amor é gratidão: 'Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu; ainda que me deixe queimar vivo, se não tiver amor, isso de nada me serve' (I Cor. 13. 3).

A Paz e a Misericórdia de Deus em vossos corações

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