
(Banquete e orgia romanos, na visão de C. De Mille, no filme O Senhor da Cruz (1932)
'O Senhor olha atentamente para os caminhos do homem
e observa todos os seus passos.
O ímpio é presa das suas próprias iniquidades,
é ligado com as cadeias dos seus pecados.
Perecerá porque não recebeu a correcção
e perder-se-á pelo excesso da sua loucura'
(Prov. 5. 21-23)
Uma ameaça? Deus faz uma ameaça? Não, Deus apenas nos avisa que os nossos actos terão a sua consequência. Se agirmos correctamente dentro da ética, os nossos actos, qual uma árvore, darão bons resultados. Porém, se agirmos no mal, também a maldade dos nossos actos recairá sobre nós mesmos. No entanto, somos livres de escolher.
O Cristianismo é um estilo de vida. Desafiador. Comprometedor. Obedece a regras, na realidade apenas duas e tão intensas que cobrem tudo: Amar a Deus e Amar os outros, à luz da vontade divina transmitida por Jesus Cristo.
Como cristãos emprenhados devemos evitar a iniquidade. Não podemos evitar as tentações. Elas são os desafios que põem à prova a nossa coerência. Não é a tentação que é pecado. É o ceder a ela. Mas é possível uma pessoa opor-se à tentação? Claro que sim. Não é fácil de modo algum. Por isso que devemos orar a Deus e contar com a Sua ajuda, para que o Espírito ocupe os vazios da nossa alma que estão sujeitos à tentação. De certo modo, é essa a correcção de que fala o provérbio: a força de entender o que está mal, e a força maior do arrependimento, de fechar as portas à tentativa do demónio em corrompermo-nos e, deste modo, destuir a Obra de Deus.
Termos a consciência viva e lúcida e termos a coragem de entendermos, quando estamos a trilhar o caminho errado, que temos de mudar o nosso itinerário. Mudando, não só de atitude, mas também pela humildade de reconhecer que nada somos, que precisamos de Deus e da Sua Palavra como o pão de cada dia. Mudando pela humildade de pedirmos o perdão. E nessa humildade, seremos exaltados perante Deus. Porque se o nosso arrependimento for sincero, ainda que tenhamos de sofrer consequências pelos nossos actos, Deus nos dará o benefício da Sua Misericórdia e com esse benefício as forças suficientes para passarmos à frente, sendo apagadas as nossas faltas, aos Seus olhos. É o milagre da Redenção, do qual não devemos temer. É a oportunidade, em cada dia renovada, de renascermos como um Homem Novo, de que fala o apostolo Paulo. Por isso que Cristo veio entre nós e nos ensinou apenas uma oração: de glória a Deus-Pai, de cumprimento da Sua vontade, de confiança total no Seu auxílio, de perdão de nós para com os que nos ofenderam e de pedido que nos evitar da Tentação e do Mal.
A Paz de Deus em vossos corações

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