
'Irmãos, tenham cuidado para que não haja ninguém, entre vocês com um coração tão malvado e descrente que se afaste de Deus Vivo. Pelo contrário, animem-se uns aos outros continuamente, enquanto dura o dia de 'hoje', de que fala a Sagrada escritura. Procedam assim para evitar que alguns de vocês se deixe levar pela sedução do pecado. Na realidade, nós estamos ligados a Cristo e havemos de continuar, se mantivermos firmes até ao fim a confiança que tínhamos no princípio' (Hebreus 3 12-14)
Amar a Deus, segundo os princípios que Jesus Cristo, Seu Filho, nos legou é um compromisso que tomamos nas nossas vidas, enquanto cristãos convictos.
Hoje é muito comum as pessoas dizerem 'sou católico não-praticante'. Mas não é só nos católicos que encontro esta expressão: também entre os islâmicos, entre os judeus, mesmo entre os que de dizem pertencer às igrejas reformadas e oficiais. Mas isso, em termos de Fé, não é nada. 'A circuncisão - sinal de pertencer à religião judaica, correspondente ao baptismo cristão - é, na verdade proveitosa, se tu guardares a lei: se, porém, transgrides a lei, a tua circuncisão torna-se em incircuncisão' (Rom. 3. 25)
Podemos historicamente encontrar uma explicação para essa atitude, tal o comprometimento das religiões oficiais com o Estado e o Poder.
Mas isso não interessa a Deus pra nada e revela uma hipocrisia que Ele abomina. Sejamos misericordiosos: ser-se de qualquer religião, mas não praticante revela, pelo menos, uma total ignorância, porque queremos acreditar que quem tal afirma até nem conscientemente por mal que toma esta atitude. Não faço julgamentos. Isso é um assunto do Senhor e é a Ele que compete decidir segundo a Sua justiça.
De qualquer modo, nesta carta aos Hebreus, Paulo chama a atenção para a necessidade do compromisso pessoal de cada um de nós para com o amor a Deus. Mas um compromisso a sério e empenhado. E os compromissos nunca são fáceis, sobretudo quando o demónio procura por todos os meios destruir a Obra de Deus junto dos homens. Muitas vezes, somos tomados de um excesso de auto-confiança e acreditamos que sozinhos conseguimos dominar a situação e, neste caso, não nos afastarmos de Deus.
Puro engano!
Uma caminhada solitária custa sempre mais do que uma caminhada em conjunto, em que todos os elementos do grupo se inter-ajudam, se incentivam mutuamente.
Por igual nos caminhos da Fé. Cristãos, membros de uma comunidade, precisamos uns dos outros para nos encorajarmos uns aos outros, sobretudo quando a nossa fé vacila, devido às tentações que o demónio nos põe pela frente.
Estas tentações, por vezes, são coisas bem subtis, que quase nem demos por elas e quando abrimos os olhos, já estamos envolvidos no pecado, no comportamento impróprio de quem quer ser Amigo de Deus.
Enquanto cristãos, não devemos cerrar os ouvidos às palavras dos irmãos na Fé, nem a boca, quando os irmãos na Fé precisam de nos ouvir e para tal somos inspirados pelo Espírito Santo.
E quando temos que repreender, fazer uma chamada de atenção, que o façamos sem ofender, mas com Amor. E se não soubermos como falar, pelo menos oremos ao Senhor pra que encha com o seu Espírito os vazios espirituais do irmão que enfrenta a tempestade da vacilação.
Todos nós precisamos uns dos outros, segundo os dons que cada um está habilitado a partilhar. Todos nós, no compromisso cristão, temos o dever de partilhar os nossos dons. Porque todos somos parte de Cristo e Cristo está em cada um de nós. Estamos ligados a Cristo, como diz Paulo. E essa ligação não se rompe enquanto nos mantivermos firmes na fé.
Cristo disse que quando estivesssemos reunidos em Seu nome, Ele estaria no meio de nós. Assim, quando nos juntamos com os nossos irmãos para animarmo-nos mutuamente na fé e para vencer as tentações, é Jesus que está ali, no meio de nós. É o seu Espirito que nos unde, nos ilumina, nos consola. É nesta união da fé que se revela do Consolador, que jesus nos legou após a sua Ressurreição.
Aminemo-nos, pois, mutuamente. Se Jesus é o Bom Pastor, que cada um de nós seja, ao mesmo tempo, a sua ovelha que lhe escuta e vai ao encontro da Sua Voz e o cão de guarda que ajuda o pastor a defender o rebanho do ataque dos lobos que o rondam.
Paz e Misericórida de Deus em vossos corações.

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